Quando falamos sobre diversidade no mercado de trabalho, são muitas as camadas dessa discussão.
Pessoas LGBTQIAPN+ aprendem desde cedo a monitorar a própria forma de falar, agir e se expressar para serem aceitas em ambientes corporativos. Em alguns espaços disfuncionais isso significa evitar comentários sobre a própria vida pessoal. Em outros, significa adaptar comportamentos ou praticar apagamento intencional para não chamar atenção.
Um estudo realizado pelo Banco Mundial, em parceria com o Instituto Matizes e o Instituto +Diversidade, identificou que a taxa de desemprego entre pessoas LGBTI+ no Brasil chega a 15,2%, praticamente o dobro da média nacional, de 7,7%. A pesquisa também mostra que 70% das pessoas LGBTI+ já sofreram algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho.
O estudo proporciona a possibilidade de observar o próprio ambiente e as próprias atitudes. Vale olhar ao redor e observar:
As pessoas se sentem à vontade para falar sobre quem são? Comentários e brincadeiras são realmente inofensivos? As diferenças são respeitadas ou apenas toleradas?
Nem toda exclusão acontece de forma explícita, muitas vezes acontecem quando alguém sente que precisa esconder partes da própria identidade para ser aceito. Ambientes saudáveis para as pessoas são aqueles onde elas podem contribuir sem precisar deixar parte de si na porta.