Executivos tomam decisões que impactam equipes, resultados e o rumo dos negócios. Mas quem avalia a atuação e oferece feedback para as lideranças?
À medida que a carreira avança, o acesso a opiniões sinceras costuma diminuir. Subordinados podem evitar conversas difíceis. Já os pares nem sempre acompanham o dia a dia das decisões e, muitas vezes, os resultados do negócio se tornam o principal indicador de desempenho.
Um estudo publicado pela consultoria global Zenger Folkman mostrou que líderes que solicitam feedback regularmente são percebidos como mais eficazes por suas equipes do que aqueles que não o fazem.
Mas o sucesso pode criar filtros. Quanto maior a posição ocupada, mais fácil é receber informações editadas, opiniões cautelosas e validações automáticas. Com o tempo, isso reduz a capacidade de perceber pontos cegos da gestão.
Por essa razão, mecanismos como feedback 360° e mentoria reversa têm ganhado espaço no desenvolvimento de lideranças. Essas iniciativas podem ser construtivas, mas pressupõem um ambiente com segurança psicológica e abertura para uma escuta não reativa.
A capacidade de ouvir diferentes visões não é uma necessidade exclusiva dos profissionais em início de carreira. Frequentemente, ela se torna ainda mais relevante à medida que aumentam as responsabilidades e a influência exercida dentro da organização.